A Usina Hidrelétrica Ilha Solteira, operada pela CTG Brasil e sediada na cidade de Ilha Solteira, passa a contar com um laboratório destinado ao estudo do uso de baterias associadas à geração solar. O projeto, chamado Flex BESS, foi desenvolvido pela CTG Brasil em parceria com o Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs) de Pernambuco, Thymos Energia e Wisebyte, e tem o objetivo de testar formas de aplicação da energia produzida e armazenada, além de modelos de operação que possam ser adotados pelo setor elétrico.
De acordo com Fernanda Martins, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Pesquisa & Desenvolvimento da CTG Brasil, projetos de armazenamento de energia são estratégicos para ampliar a flexibilidade operacional do sistema elétrico. Segundo ela, o Flex BESS, somado aos estudos regulatórios para usinas reversíveis e ao desenvolvimento de softwares voltados à identificação de potenciais aplicações, representa um avanço importante. Para a diretora, a iniciativa contribui para maior estabilidade e eficiência do setor, além de favorecer a integração de fontes renováveis e a criação de novos modelos de negócio.
O projeto conta com uma usina fotovoltaica com 1.248 módulos com capacidade de geração de 692 kWp e potencial de suprir o consumo estimado de mais de 380 residências. Neste momento, a energia gerada será para consumo interno da empresa. Junto à usina, foi construído um sistema BESS da Huawei de 215 kWh instalado para avaliar o comportamento do armazenamento eletroquímico em operações conectadas ao sistema elétrico.
A estrutura permite medir, em operação contínua, como o armazenamento pode apoiar a rede em momentos de variação da geração e contribuir para serviços auxiliares e ancilares. O escopo do projeto também inclui estudos computacionais e avaliações sobre o uso de baterias em diferentes cenários de operação, fornecendo dados para os modelos a fim de tornar o sistema mais resiliente e economicamente eficiente.
O laboratório servirá para testes de equipamentos, desenvolvimento de soluções, incluindo aspectos regulatórios, e capacitação técnica das equipes envolvidas. O sistema será monitorado para verificar desempenho, custos, ciclos de carga e descarga e formas de integração do armazenamento a usinas hidrelétricas, solares e eólicas. A iniciativa recebeu investimento de R$ 15 milhões por meio de recursos do programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel, do SENAI e de parceiros.
Fonte: ilhadenoticias.com



